BIKENOMICS: COMO A BICICLETA PODE SALVAR A ECONOMIA

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Assim como no Brasil, os ciclistas estadunidenses estão acostumados a ouvir que não deveriam usar as ruas, já que não pagam os impostos e taxas que recaem sobre os proprietários de veículos automotores e que são utilizados para a manutenção e expansão do sistema rodoviário. Mas Elly Blue mostra, através de estatísticas, que esses valores são insuficientes e precisam ser subsidiados, ou seja, aqueles que não possuem carros também pagam pelas avenidas e mesmo assim são hostilizados quando as usam.

Tati Carvalho (de branco) e voluntários do projeto Bike Anjo no lançamento do livro
Tati Carvalho (de branco) e voluntários do projeto Bike Anjo no lançamento do livro

O bolso, mais do que o inglês, é a língua universal, todos entendem quando o assunto é dinheiro, e é partindo deste princípio que o livro Bikenomics: como a bicicleta pode salvar a economia prova o quanto os benefícios da magrela ultrapassam a saúde e o meio ambiente. Apesar de mostrar a realidade dos Estados Unidos, apontamentos na versão brasileira fazem comparações com a nossa realidade, tornando a publicação item indispensável para entender o poder desse meio de transporte.

A comparação entre os custos de se manter um carro e uma bicicleta e o incremento nas vendas do comércio de rua quando uma ciclovia é implementada são alguns dos assuntos abordados. Utilizando suas próprias experiências, Blue fala sobre economia de uma forma que todos podemos entender.

A versão brazuca da publicação partiu de Tati Carvalho, que junto com Maysa Blay fizeram a tradução e com a ajuda de outras pessoas conseguiram publicar a obra, que pode ser comprada nas melhores livrarias.

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ELLY BLUE (1978, Connecticut, Estados Unidos) é editora, formada em antropologia no Reed College em Portland, Oregon, e usa a bicicleta como meio de transporte desde 1998. Já escreveu sobre suas experiências para veículos como The Guardian, Bicycling Magazine online e BikePortland. Participa do Dinner & Bikes, programa do qual é cofundadora. É diretora de marketing e sócia da editora Microcosm, que publica não ficção feminista sobre bicicletas. Esteve no Brasil para o Fórum Mundial da Bicicleta em 2014. Vive em Portland, cidade-ícone do ciclismo norte-americano, com seu companheiro, um cachorro, um gato e bicicletas. Ela nunca teve um carro na vida. Mais informações no site da Babilônia Editorial.

1 comentário


  1. Muito bacana o texto e a analise sobre o livro. Que a bicicleta mude o mundo!!!

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